Archive for Março, 2010

Da minha janela

Da minha janela vejo carros, comércios, pessoas  de qualquer tipo e forma.

Notei algo que para muitos é tão comum, mas para mim mudou o dia, vi uma mãe e sua filha. A filha era deficiente mental, tinha dificuldade ao andar, porém não andava de cadeira de rodas, mas se apoiava em sua própria mãe.

Vi que em todos os lugares que elas passavam, as pessoas olhavam, e em algumas delas dava pra entender o que  pensavam : “Coitada da mãe” ou então, “tadinha da menina”.  Confesso que os olhares das pessoas acabavam me deixando  perturbada. Porque muitas das vezes, pareciam que olhavam como se estivessem vendo um monstro, uma aberração da natureza. Como se ali fosse o errado, o feio, o esquisito. Mas afinal o que é o belo?

Tudo bem, vocês devem estar pensando: “mas você também não estava olhando, qual foi o seu olhar?”. Tá certo também olhei- e ainda foi melhor, pois tive uma visão panorâmica, estava do alto, vendo toda aquela situação… Mas mesmo se estivesse lá embaixo, não mudaria meu olhar. Não sei descrever, mas não olho com pena, nem muito menos com rejeição. Acho que sempre trabalhei isso em mim, para que não parecesse algo que eu sempre odiei, a rejeição e o preconceito.

Só sei que fui tomada por um sentimento e este  foi tão grande, encheu meu coração, foi um misto de compaixão, entrega… Minha vontade foi de descer correndo pelas escadas, pegar aquela mãe no colo e preenchê-la de muitas coisas boas.  Senti-me tão vazia, tão nada, porém tão cheia. Queria saber o que ela pensava ,o que  sentia.

Perguntei a mim mesma: “será que ela agradece a Deus todos os dias pela filha, como será que ela a trata, de onde ela tira tanta força e coragem, quais o seus anseios, seus medos, suas dúvidas…será que ela tem alguma esperança?”

Então elas passaram  pela minha janela, lentamente e a cada passo era como se fosse uma vitória alcançada. Parecia que a filha estava numa corrida e tinha obtido o primeiro lugar. O rosto de satisfação de ambas, a felicidade da vitória alcançada, fez com que o meu dia e também a minha vida ficasse mais completa. Desejei abraçar, beijar as pessoas, sem querer nada em troca.

Tudo isso graças aquela mãe e sua filha que passaram pela minha janela.

Beijos!

T.

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Amor a Primeira Vista

Ela estava animada para viajar, conhecer novos horizontes, novas pessoas, enfim queria mudar aquele pequeno mundo no qual pertencia.

Ele ao contrário, se sentia indiferente diante a viagem, queria somente aproveitar o lugar e nada mais.

Eles não se conheciam…

Ao chegar ao destino, ela nota o garoto e ao mesmo tempo tem uma sensação estranha: suas pernas ficam bambas, o pensamento e o coração vão a mil por hora, tentou entender o sentido da sua vida até aquele exato momento e desejou  que o mundo, por um instante fosse somente ele e ela.

Pensou em várias formas de falar com o tal garoto que tinha a deixado tão sem chão. Cogitou em como poderia se aproximar dele, queria puxar um assunto sem parecer uma completa idiota. Sem aquelas perguntas de praxe, como, acho que vai chover hoje ou então você vem sempre aqui?

Teve uma idéia, resolveu perguntar sobre o evento que ia acontecer:

– Sabe se vai ter o show do Teatro Mágico hoje?  ela perguntou e ao mesmo tempo agradeceu aos céus por essa adorável pergunta, pelo menos não havia feito uma pergunta tão idiota, mesmo já sabendo da resposta.

-Teria, mas disseram que foi cancelado- responde ele, com todo o seu charme.

Pronto, só faltava essa resposta – não pela resposta só seria preciso que ele olhasse, falasse, respondesse –  para que ela tivesse total certeza que ele realmente era a pessoa certa, na hora certa e no lugar, quer dizer, não tão certo, pois estavam longe um do outro.

– Meu nome é Danilo e o seu?

– O meu é Isadora, respondeu ela com o seu mais lindo sorriso.

Trocaram algumas idéias, ela sempre falando muito, queria aproveitar ao máximo aquele momento, queria poder dividir com ele toda a sua história e também situá-lo até onde ele não existia, para que eles agora, juntos pudessem escrever uma nova história.

– Caramba, você não pára quieto, hein? Além de ser um pouco grosso com as pessoas.  Isadora o analisou detalhe por detalhe, em fração de segundos.

– É, sou assim mesmo…Você é a primeira pessoa que me diz isso.

Acho que essa pergunta que fez com que eles se aproximassem mais, pois ele percebeu que de algum modo ela o conhecia.

Cada um foi para um lado, ficar com os amigos, conhecer um pouco da cidade, mas ficou no coração de ambos, o desejo de estar perto, conversar, rir, trocar carinho…

Ela se pegou pensando nele diversas vezes, quando não estava em seu pensamento,  de alguma forma acabavam se esbarrando. Tomados por uma sensação muito estranha parecia que já se conheciam há muitos anos e que de alguma forma estavam ali de novo.

Isadora já conhecia o jeito dele, sarcástico, inteligente, engraçado, meio grosseiro e algumas vezes, chato. Danilo sabia muito bem o quanto ela admirava a vida, engraçada, a melhor companhia, como ele tinha dito uma vez.

Os dias passaram e eles estavam sempre juntos, rindo, brincando um com outro. E ficavam embasbacados, como haviam conhecido uma pessoa  que em tão pouco tempo,  tinham total liberdade e sem nenhuma vergonha podiam dizer as coisas mais absurdas e o mais importante, eles podiam ser eles mesmos, sem nenhuma máscara, sem nenhum pudor.

Isadora, meio sem graça, decidiu falar um pouco dos seus sentimentos, mesmo achando meio cedo, meio precoce:

-Sentirei saudades, não sei por que, mas é como se uma parte de mim estivesse indo embora. Sei que é muito clichê, sei que você nem vai entender, nem eu entendo, mas é isso o que sinto. Meu coração chega a doer ao imaginar você partindo.

Ele, com todo seu jeito sarcástico somente disse:  “ Tá doida, carioca, você nem me conhece direito”.

E eles riram e ficaram se entreolhando por algum tempo, parecia que cada um estava tentando imaginar a sua vida sem o próximo. Sabe quando você nunca teve algo e quando ganha ou descobre fica se pensando, “como eu existia sem tal coisa?” Então, era isso que sentiam…

Era madrugada, devia ser umas 3, 4 horas da manhã,  dividiram um copo de suco e ficaram olhando as estrelas,  quietos, apreensivos, ambos com sono, mas não querendo ir embora. Logo veio a despedida, se deram um abraço, que pareceu ter durado uma eternidade. Um abraço que era como se fosse o começo de tudo ou somente o final, mas não teve nada do que ela esperava, ele ainda segurou a mão dela, mas parece ter pensado melhor e foi embora.

Se ela já não entendia o que estava acontecendo, imagina agora, que quase aconteceu a melhor coisa na vida dela.

– Mas amanhã será diferente, pensou consigo mesma ao entrar no seu quarto.

No dia seguinte, acordou disposta em falar tudo o que estava sentindo, caso ele desaprovasse, não teria problema nunca mais iriam se ver mesmo. Porém hesitou, pois se ele parasse de falar com ela, iria ficar se remoendo por anos e anos.

Algumas vezes no evento, quando Isa não estava com Danilo (coisa rara de acontecer), alguns garotos iam falar com ela, mas ela só conversava, pois não queria ninguém além de Danilo. Uma vez, ela foi caminhar e começou a chover, uma pessoa a encontra no meio do caminho, e oferece um abrigo, Danilo, é claro.

Ficaram sentados, conversando, Isa aproveita pra instigá-lo, saber o que realmente ele queria com ela e diz:

– Nossa, nem te contei, mas ontem um garoto me chamou pra sair, outro cara também, perguntou se eu queria me casar com ele. Deu aquela risadinha maliciosa, torcendo para que ele falasse alguma coisa.

– E porque tu não pegaste carioca? Já que tinha tantos pretendentes assim?-  Ela notou que o seu semblante mudou, ficou sério, com medo de tal resposta. E se ela dissesse que ficou com um dos meninos?

– Mas você sabe muito bem que não são eles que eu quero.  Quem eu quero está tão perto e tão longe…

Danilo apenas sorriu, satisfeito com aquilo que tinha ouvido. E Isa ficou mais feliz ainda, pois tinha a certeza que era ela quem ele queria. Porém estava cheia de dúvidas.

-Já que me desejava tanto, porque não toma logo uma atitude? Podia me dar logo um beijo e pronto, ele sabe que estou a fim dele, quer dizer, todos sabem tanto meus amigos quanto os amigos dele.

Mas cada um foi para a sua cidade, trocaram e-mail, orkut, msn.  Na viagem,  Isa só falava em Dan, e sentia um aperto muito grande no coração, um sentimento que até agora ela não sabe o que é.

Ao chegar  em casa, depois de uma longa viagem, entrou rapidamente no orkut dele e viu no perfil a palavra NAMORANDO, é isso mesmo, metade dela ficou triste, pois ele poderia ter avisado, logo pouparia muitas coisas, mas a outra metade ficou muito mais feliz. Por vários motivos: primeiro ela teve o prazer de conhecê-lo e pôde perceber que ela sentiu não era apenas tesão, pois ela não pensava nele somente fisicamente, era  muito além disso; segundo, ele era fiel, coisa rara nesse mundo.   Sendo assim, ao invés dela desencanar, ficou ainda mais tomada por aquele sentimento.

Ainda conversam pelo orkut, msn, e ele confessou que só não ficou com ela, pois respeitava a namorada. Depois de uma semana que eles tinham se conhecido, Danilo rompe com a namorada.

– O caminho está livre, Isa pensou.

Mas, como nem tudo é perfeito, existe a distância que os impedem de se verem, de se entregarem a esse sentimento louco. Decidiram se encontrar no mesmo evento que eles se conheceram.  Daqui a alguns meses, cada um conta nos dedos os dias que ainda faltam.

Fica um pergunta, será que esse sentimento durará até lá? Será que realmente o que eles sentiram foi algo mágico ou não passou de momento?

Continua…

Ps: Esse é o primeiro conto e tive a ajuda de um grande amigo, se é que já posso chamá-lo assim, o grande escritor barato!

Utilizei a música Acaso de Ivan Lins, pois ela diz tudo o que não foi falado, apenas sentido.

Obrigada pelo incentivo!

Beijos!

T.

Mudanças

Já tinha um texto pronto, mas conversando com um amigo, me fez mudar totalmente de foco.

Bem, quem não me conhece, prazer Taís, mas para aqueles que me conhecem, sabem o quanto eu sou um ser altamente mutante, adoro mudar meu cabelo, mas sempre do estilo afro e tal. Para não negar as raízes. rsrsrsrs

Já tive tranças, de todas as formas, e o último era um super black power, lindo demais, modéstia a parte. Porém, como tudo na vida dura pouco- até que pra mim não,pois pude fazer tudo o que  queria- tive que mudar novamente o meu cabelo, não da forma que eu queria, mas da forma que a sociedade manda, tenho que procurar emprego.  Relaxei meu lindo e famoso back power.

Mudei o meu cabelo, me senti totalmente nua e sem identidade, como se eu tivesse em outro corpo e ouvisse uma voz: agora você é a Taís, se vira rapá. Ainda estou tentando me acostumar com meus cabelos mais relaxados e que muitas das vezes, acho que não se parece comigo.

Voltando ao meu amigo, ele disse que estava comentando com uma outra amiga nossa, das minhas várias mudanças, e que agora eu tinha me descaracterizado e, não era muito bem o que as pessoas esperavam, sabe?

Como assim?? não era o que as pessoas esperavam? de quem é o cabelo, de quem é a vida? Daí percebi, ou ao menos me lembrei, que a nossa vida é um verdadeiro big brother, e pra falar a verdade, eu odeio big brother.

Cada um querendo dar pitaco, ver o que é o melhor, ou então não pensar nas palavras que vão proferir. Alguém aqui perguntou se eu estava feliz?  o que eu acho de tudo isso? Já que estou igual a todos…  As pessoas só querem falar uma da outra, sem entender muitas coisas.

Sei que não fizeram por mal, até porque o problema não são só com eles, mas com todos, e se fosse somente por cabelo, mas é a vida todao. Fulano fala de cricrano que fala de beltrano. Claro que não estou me descartando, eu faço isso também, mas eu sei o quanto é ruim, sempre tento minimizar e pra falar a verdade, já estou ficando farta!

Eta vida complicada!

E mais uma vez, eu aqui, tentando me adaptar com um novo visual e logo hoje, que foi o primeiro dia que amei o meu cabelo de verdade! 

Talvez pareça meio dramático, mas todos sabemos o quanto é difícil e complicado nos acostumarmos com o novo, o diferente, ainda mais se esse novo for você!

Beijos!

T.

Recordações I

Estava mexendo nas minhas bagunças, arrumando a mudança e achei um papel com algumas coisas escritas. É engraçado ler o que foi escrito, depois de um tanto tempo e relembrar tudo o que eu vivi, naquele instante.

O texto foi assim, foi um diálogo de mim para comigo mesma, rsrsrsrsrsrs.

O que será que acontece? Sinto tão estranha! Você é feliz? É…acho que sou, já fui ou então ainda posso ser. Sabe qual o seu problema? Ahm? Qual? Você guarda tudo pra você! Suas tristezas, seus medos, seus anseios, enfim tudo! As pessoas só conhecem como a menina “sorridente”. Mas isso não é bom? Pra mim é, pois eu não gosto que ninguém me veja sofrer ou chorar! Bem, não sei se é bom ou ruim, o bom é que ninguém fica com pena, e o mau é que sendo dessa forma, as pessoas acham que você é totalmente forte. Como assim? Eu sou forte, mas te garanto que ás vezes eu preciso de colo, carinho, um abraço bem, mas muito bem apertado mesmo, para poder retomar a minha vida, poder seguir em frente.

Mas essa semana… Tá meio complicada, não sei o que está havendo comigo, com os outros, com tudo! “O que está acontecendo, o mundo está ao contrário e ninguém reparou?”

Você precisa se tratar, sabia? Não, acho que nem preciso, nem sou tão  louca assim! Apenas estou numa fase não muito boa, mas que há de melhorar, afinal, já passamos por tantas coisas,né?

Amizade, amizade, amizade… ETA dureza!

Pra mim, é mais forte que o amor, muito mais, e quem quer me provar o contrário, só tem muito a perder comigo, consigo…

É gatinha, esse é o nosso mundo, seja Rebenvinda!!

04/05/09.

Lembro que nessa época estava desgostosa com as minhas amizades, me sentia completamente só…

Enfim, é isso!!

Beijos!!

T.

Final de Semana I

Primeiro final de semana, na casa nova, depois de 3 meses na casa dos meus pais. 

Decidimos sair, todas as meninas da casa e mais uma keka – outra república.  Foi um dia muito bom, a noite fomos ao barzinho, era música ao vivo. Me colocaram pra cantar, fiquei um pouco apreensiva, tímida, mas acho que representei bem…rsrsrsrs

Mas no final, me bateu uma saudade, tristeza, não sei o que foi, não sei o porque, só sei que eu senti.

No domingo ainda, fui pra casa de uma amiga, ela colocou o cd do 14 bis, nossa, aí mesmo… Bateu aquela saudade, nostalgia.

Saudades dos meus pais, da familia sempre cantando, das brincadeiras com meus irmãos enfim, de toda a infância… e também a adolescência, primeiro amor, amores esperados, futuro incerto…

Beijos!

T.

Pensamentos Escritos I

Muitas pessoas acham que irão encontrar a sua metade da laranja, a tampa da sua panela, mas será que só me resta a metade? Tudo bem, confesso que me incluo nessa “crença”, mas eu não quero só a metade, quero alguém por inteiro.

Elas se colocam diante do relacionamento como se fosse a única e mais importante coisa no mundo. “Benhê, você vai? Se não for eu também não vou”. Ai ai, como me dói ouvir isso. O que será que deu nessas pessoas? Será que o amor, ou que acham que seja, expele alguma substância invisível e indolor? Quer dizer, nem tanto indolor, pois as pessoas que estão sendo deixadas de lado sofrem com o afastamento do mais novo casal. Eu só sei que estou cansada dessas pessoas, farta desse sentimento, deixo bem claro que não é o amor pos si só, mas esse misto de sentimento sem personalidade, fraco, á mercê da pessoa amada.

Para mim, a paixão, o amor, sei lá o que vem a ser isso, é soma, não subtração. Você precisa daquela pessoa, do seu carinho, da sua companhia, mas pode muito bem sobreviver sem ela. E é bom que ela esteja dentro do seu mundo, não necessariamente que ela seja o seu mundo.

Pelo menos, é o que acho, rs

Beijos!

T.

Tudo Novo de Novo

Depois de muito tempo, venho aqui escrever.

Muitas coisas aconteceram, ainda estou de férias, minhas aulas voltam semana que vem. Me mudei, arranjei um emprego e o melhor, me formo esse Ano. Se Deus Quiser.

Estou ansiosa, nervosa, querendo saber aonde e como isso vai terminar. Já sinto saudades dos amigos que eu fiz, das noites em claro, jogando, conversando. Das risadas, das festas.

Esse ano, tudo vai ser diferente. É fato, nova casa, novas companheiras, novos amores!

Dizem que eu me apaixono sempre, mas acho que não…rsrsrsrs

Fico por aqui!

Beijos!

T.